Chamada de trabalhos para o segundo número da revista on-line

Revista Épicas dedicado a "Epopeia e modernidade"


Coordenação do número:
Florence Goyet (Université Grenoble-Alpes)

Saulo Neiva (Université Blaise-Pascal - Clermont II)

Dossiê temático: “Epopeia e modernidade”

O dossiê temático do número 2 da Revista Épicas será dedicado às relações entre epopeia e modernidade. Uma série de trabalhos recentes contrariaram a afirmação clássica, tantas vezes repetidas sem verificação, de que a epopeia seria um gênero “morto”. Esses trabalhos demonstraram a vitalidade, diversidade e interesse das produções épicas modernas e contemporâneas.

 

Nesse número, desejamos retomar o problema de um duplo ponto de vista: o da transformação da épica desde o início da época moderna e o do investimento dos outros gêneros pela épica.

 

Para prolongar esses trabalhos e contribuir ao seu desenvolvimento, propomos então formular questões de dois tipos:

 

1. Transmissão e transformação

Quais perspectivas teóricas adotar para dar conta da mutação do gênero? A. Vasconcelos da Silva propõe uma teoria do discurso épico, em que este se caracteriza por sua “natureza híbrida”, que o dota de uma “dupla instância de enunciação, narrativa e lírica”, cada uma podendo preponderar sobre a outra, em função do autor e da sua época; nessa perspectiva, o modelo épico moderno se caracteriza pela primazia dada à instância lírica, em detrimento da instância narrativa. Quais outras contribuições teóricas nos permitem compreender e conceituar a poesia épica moderna? Quais instrumentos metodológicos para lermos mais finamente esse corpus? Trata-se, no caso, de estudar, comentar e/ou contextualizar textos precisos, levando em conta o seu “processo dinâmico de reconfiguração genérica” (S. Neiva), no qual a transmissão e a transformação dos códigos genéricos da epopeia são indissociáveis.

 

2. Para além das fronteiras genéricas

Gênero que realiza o relato de um passado coletivo, permitindo refletir sobre a história sem recorrer a “conceitos imóveis” (F. Goyet), a epopeia também se caracteriza por sua capacidade de representar a simultaneidade, que o teatro parece não possuir (Poética, 1459b 26-27). Esses dois elementos explicam em parte o papel de “soma” de todos os outros gêneros, que durante muito tempo lhe foi atribuído no Ocidente. Eles também nos permitem entender a recorrência com a qual, na época moderna, outros gêneros estabeleceram com ela diferentes relações de imitação e reapropriação. O filme Mahabharata (1991) de Peter Brook ilustra bem essa relação, em que a adaptação cinematográfica constitui um a espécie de auge de um processo que passa pela reescrita em prosa que Jean-Claude Carrière fez do poema e pela encenação teatral. Na época moderna, então, o cinema, a ópera, a HQ – mas também o teatro – dialogam com a epopeia, recorrendo à reescrita do repertório clássico ou tomando emprestado procedimentos formais que a caracterizam.

 

O prazo para o envio de propostas de artigos (revistaepicas@gmail.com), numa das línguas do CIMEEP, é 30 de junho de 2017. O limite máximo é de 40.000 caracteres com espaços. Devem vir acompanhados de um resumo em inglês e na língua do artigo. Agradecemos que respeitem as normas para colaborações, que podem ser consultadas no site www.revistaepicas.com.

 

Todos os autores receberão uma resposta final do Conselho Editorial até 30 de setembro de 2017; e a publicação on-line está prevista para 15 de dezembro de 2017.

 

Convocatoria de recepción de artículos para el segundo número de

la revista en línea Revista Épicas dedicado a "Epopeya y modernidad"

 

 

Coordinación de este número:
Florence Goyet (Université Grenoble-Alpes)
Saulo Neiva (Université Blaise-Pascal – Clermont II)

 

Dossier temático

 

El número de dossier temático 2 de la Revista Épicas estará dedicado a las relaciones entre la épica y la modernidad. Una serie de estudios recientes refutó la afirmación clásica, tan repetida sin verificación, de que la épica era un género "muerto". Estos estudios han demostrado la vitalidad, la diversidad y el interés de las producciones épicas modernas y contemporáneas.

 

En esta edición, queremos retomar el problema desde un doble punto de vista: la transformación de la épica desde el comienzo de la era moderna y la inversión de otros géneros para la épica.

 

Para extender este trabajo y contribuir a su desarrollo, proponemos hacer preguntas en dos niveles:

 

1. Transmisión y Transformación

 

¿Qué perspectivas teóricas adoptar para dar cuenta del cambio del género? A. Vasconcelos da Silva propuso una teoría del discurso épico, en la cual explica que el género se caracteriza por su "naturaleza híbrida" y posee una "doble instancia de la enunciación, la narrativa y la lírica", ya que cada una de las cuales puede prevalecer sobre la otra, en función del autor y de su tiempo. Desde esta perspectiva, el modelo épico moderno se caracteriza por la primacía dada a la instancia lírica, en detrimento de la instancia narrativa. ¿Qué otras contribuciones teóricas nos permiten entender y conceptualizar la épica moderna? ¿Con qué herramientas metodológicas contamos  para leer con más precisión este corpus? Se trata, en este caso, de su estudio, analizar y/o contextualizar textos precisos, teniendo en cuenta su "proceso dinámico de reconfiguración de género" (S. Neiva), en el que la transmisión y el procesamiento de códigos genéricos de la épica son inseparables.

 

2. Mas allá de los límites genéricos

 

La épica es un género “Género que lleva a cabo la historia de un pasado colectivo, lo que permite reflexionar sobre la historia sin recurrir a conceptos inmóviles" (F. Goyet) Y se caracteriza también por su capacidad para representar a la simultaneidad que el teatro parece no tener (Poética, 1459b 26-27). Estos dos factores explican en parte el papel de "suma" de todos los otros géneros, que durante mucho tiempo le ha sido asignado en la cultura ocidental. También nos permiten comprender la recurrencia con la que, en los tiempos modernos, otros géneros establecieron con la épica diferentes relaciones de imitación y reapropiación. La película Mahabharata (1991) Peter Brook ilustra bien esta relación, en la cual la adaptación en película es una especie de culminación de un proceso que pasa por la reescritura en prosa que Jean-Claude Carrière hizo del poema y la puesta en escena teatral. En los tiempos modernos, a continuación, el cine, ópera, HQ – y todavía el teatro – establecen un diálogo con la épica, recurriendo a reescribir el repertorio clásico o a pedir prestado los procedimientos formales que lo caracterizan.

 

La fecha límite para enviar el artículo en uno de los idiomas CIMEEP (disponibles en revistaepicas@gmail.com) es el 30 de junio de 2017.  Los textos deben tener un límite de DEBEN 40.000 caracteres, incluidos los espacios e deben estar acompañados de un resumen en inglés y otro en el idioma del artículo. Pedimos que sean observadas las directrices de la revista disponible en: www.revistaepicas.com.

 

Todos los autores recibirán una respuesta final del Consejo Editorial antes del 30 de septiembre de 2017; y la publicación en sitio web está prevista para el 15 de diciembre de 2017.

 

Appel à contributions pour le deuxième numéro de la revue en ligne

Revista Épicas consacré à « Épopée et Modernité »

 

Coordination du numéro:
Florence Goyet (Université Grenoble-Alpes)
Saulo Neiva (Université Blaise-Pascal - Clermont II)


Dossier thématique : « Épopée et modernité »

 

Le dossier thématique du numéro 2 de Revista Épicas sera consacré aux rapports entre l’épopée et la modernité. Une série de travaux récents ont contrarié l’affirmation classique, trop souvent reprise sans examen, que l’épopée serait un genre « défunt ». Ces travaux ont démontré la vitalité, la diversité et l’intérêt des productions épiques modernes et contemporaines.

 

Dans ce numéro, nous aimerions reprendre le problème d’un double point de vue : celui de la transformation de l’épique dès le début de l’époque moderne et celui de l’investissement des autres genres par l’épique.

 

Pour poursuivre ces travaux et contribuer à leur essor, nous proposons ainsi de nous poser deux types de questions: 

 

1. Transmission et transformation

 

Quelles perspectives théoriques pour rendre compte de la mue du genre ? A. Vasconcelos da Silva propose une théorie du discours épique, où ce dernier se caractérise par sa « nature hybride », qui le dote « d’une double instance d’énonciation, narrative et lyrique », chacune pouvant prendre le pas sur l’autre, en fonction de l’auteur et de son époque ; dans cette perspective, le modèle épique moderne se caractérise par la primauté de l’instance lyrique, au détriment de l’instance narrative. Quels autres apports théoriques nous permettent de comprendre et de conceptualiser la poésie épique moderne ? Quels outils méthodologiques pour lire plus finement ce corpus ? Il s’agirait là d’étudier, commenter et/ou contextualiser des textes précis, en prenant en compte « le processus dynamique de reconfiguration générique » (S. Neiva) au sein duquel la transmission et la transformation des codes génériques de l’épopée sont indissociables.

 

2. Au-delà des frontières génériques

 

Genre qui effectue le récit d’un passé collectif, permettant de réfléchir sur l’histoire sans faire appel à « des concepts figés » ni à « des a priori de l’époque » (F. Goyet), l’épopée se caractérise également par sa capacité à représenter la simultanéité, ce dont le théâtre semble être dénué (Poétique, 1459b 26-27). Ces deux éléments expliquent en partie le rôle de « somme » de tous les autres genres, qui lui a longtemps été attribué en Occident. Ils nous permettent également de comprendre la récurrence avec laquelle, à l’époque moderne, d’autres genres ont établi avec elle différents rapports de d’imitation et de réappropriation. Le film Mahabharata (1991) de Peter Brook illustre bien ce rapport, où la mise à l’écran de l’épopée classique constitue une sorte d’aboutissement d’un processus qui passe par la réécriture en prose qu’en a fait Jean-Claude Carrière et par la mise en scène théâtrale. À l’époque moderne, donc, le cinéma, l’opéra, la BD - mais aussi le théâtre – dialoguent avec l’épopée en ayant recours à la réécriture du répertoire classique ou en empruntant des procédés formels qui la caractérisent.

 

La date limite d’envoi des propositions d’articles (revistaepicas@gmail.com), dans l’une des langues du CIMEEP est le 30 juin 2017. La limite de longueur pour les articles sera de 40 000 signes, espaces compris. Ils devront être accompagnés d’un résumé anglais et d’un résumé dans la langue de l’article. Nous vous remercions de respecter les normes de la revue consultables sur son site www.revistaepicas.com.


Tous les auteurs recevront une réponse définitive du comité éditorial avant le 30 septembre 2017; la publication en ligne est prévue pour le 15 décembre 2017.

Call for papers for the second issue of the online journal

Revista Épicas dedicated to "Epic and modernity"

Coordination number:
Florence Goyet (Université Grenoble-Alpes)

Saulo Neiva (Université Blaise-Pascal – Clermont II)

 

Thematic dossier: “Epic and modernity”

 

The thematic dossier of the second issue of Revista Épicas will be dedicated to the relationships between the epic and modernity. A great number of works challenge the classic statement – constantly repeated but not verified – that the epic is a dead genre. These works show the modern and contemporary epic productions’ vitality, diversity and interest. In this issue, we aim at reviewing the problem under two perspectives: the first considers the transformation of the epic since the beginning of the modern epoch and the other focuses on the investment of other genres by the epic.

 

In order to extend these works and contribute to their development, we propose the formulation of two types of questions:

 

1. Transmission and transformationWhich theoretical perspectives shall be adopted in order to account for the mutation of the genre?

 

A. Vasconcelos da Silva proposes a theory of an epic discourse that is characterized by its “hybrid nature”, which gives it a double stance of enunciation – narrative and lyrical – each of which may prevail over the other, acccording to the author and his time; in this way, the modern epic model is characterized by the prevalence of the lyrical stance rather than the narrative one. Which theoretical contributions allow us to understand and conceptualize modern epic poetry? Which methodological instruments enable us to read this corpus more finely? This is the case of studying, commenting and contextualizing texts, taking into consideration their “dynamic process of generic reconfiguration” (S. Neiva), of which the transformation and transmission of the generic codes of the epic are inseparable.

 

2. Beyond generic borders

 

A genre which talks about a collective past, allowing us to reflect about history without the aid of “fixed concepts” (F. Goyet), the epic is also chgaracterized by its capacity of representing simultaneity, which the theater does not seem to have. (Poetics, 1459b 26-27). These two elements explain partially the role of synthesis of all other genres, which was attibuted to it for a long time in the West. They also allow us to understand the recurrence with which, in the modern era, other genres establish relationships with the epic through diferente processes of imitation and reappropriation. The filme Mahabharata (1991), by Peter Brook, illustrates such relationship very well. His cinematographic adaptation constitutes a kind of culmination of a process which also involves the rewriting in prose of the poem by Jean-Claude Carrière and its theatrical montage. In the modern era, then, the cinema, the opera, the comics – but also the theatre – establish a dialogue with the epic, rewriting the classical repertoire or borrowing their typical formal expedients.

 

The deadline for submitting proposals of articles (revistaepicas@gmail.com), in one of the CIMEEP languages, is June, 30th, 2017 . The limit is of 40.000 characters including spaces. The texts shall contain a summary in English and another in the language in which the article is written. We thank you for following and respecting the norms of publication, which can be found in our website: www.revistaepicas.com.

The Editorial Board’s evaluation will be sent to all authors by September 30th, 2017. This publication is scheduled for December 15th, 2017.